Laboratório Sabin compra 17% da rede Amparo
Por Roberta Massa | 21.02.2019 | Sem comentáriosO Sabin, quinto maior laboratório de medicina diagnóstica do país, adquiriu 17% da Amparo, rede de clínicas de atendimento médico primário.
Com a transação, o Sabin diversifica seu negócio que, até então, era focado principalmente em exames de análises clínicas.
Esse movimento de diversificação também vem sendo feito pelo Fleury que, em dezembro, comprou por R$ 15 milhões a SantéCorp, uma consultoria que faz gestão de atendimento médico primário.
O contrato da transação estabelece que o Sabin não poderá processar os exames realizados dentro dos consultórios da Amparo, cujo laboratório responsável hoje é o Cerpa.
“Essa foi uma das nossas premissas para não desvirtuar o foco do nosso negócio que é atendimento médico primário e não gerar receita com exames”, disse Emilio Püschmann, fundador e presidente da Amparo.
Um dos questionamentos em torno do modelo de clínicas médicas populares é que uma parte relevante do faturamento vem de exames, e não de consultas médicas.
“Nosso objetivo é criar uma plataforma que faz gestão de saúde, que é uma tendência no setor, e não processar exames da Amparo.
Não temos e não pretendemos ter no curto prazo laboratório na capital de São Paulo”, disse Lídia Abdalla, CEO do Sabin.
Ex-executivo do Dr. Consulta, Püschmann continua como controlador com mais de 50% da Amparo.
O Sabin tornou-se o segundo maior acionista, com 17%, e o restante do capital está dividido entre vários investidores, como o médico José Luiz Setubal, da família fundadora do banco Itaú e Hospital Infantil Sabará, em São Paulo.
O médico Gustavo Gusso, ex -Ami l e que ajudou montar a Amparo, deixou a empresa neste começo de ano.
A Amparo foi criada em meados de 2016 como uma rede de clínicas para assinantes.
Ou seja, o usuário paga uma assinatura mensal de R$ 99 e tem direito a consultas médicas por R$ 10, além de exames e vacinas.
No entanto, o negócio mudou, no segundo semestre do ano passado, quando a Amparo fechou um contrato com a Amil.
Cerca de 16 mil usuários do plano de saúde da operadora passaram a ser acompanhados pelo médicos de família da Amparo.
Que é remunerada com um valor fixo por usuário e tem um pagamento adicional caso a saúde do paciente apresente melhora conforme indicadores preestabelecidos.
A Amparo, que atualmente tem três consultórios na capital paulista, planeja abrir neste ano mais seis clínicas em São Paulo e outra em Brasília.
Essa última unidade será erguida dentro da sede do Sabin para atender os seus 5 mil funcionários.
A partir de 2020, a Amparo pretende implementar ambulatórios dentro de outras empresas.
Esse formato vem sendo adotado com sucesso pelo Hospital Sírio-Libanês, que já atende 120 mil funcionários, como por exemplo, dos bancos Santander e Votorantim, em São Paulo.
O Sírio, inclusive, vai levar esse modelo de consultórios de atendimento médico primário para o Distrito Federal, onde acaba de inaugurar um hospital.
O Sírio, inclusive, vai levar esse modelo de consultórios de atendimento médico primário para o Distrito Federal, onde acaba de inaugurar um hospital.
O Sabin está investindo neste ano R$ 170 milhões em expansão, como a abertura de 20 unidades e aquisições, entre elas, a fatia minoritária da Amparo, cujo valor da transação não foi divulgado.
O investimento do Sabin neste ano é 30% superior em relação a 2018.
Atualmente, o Sabin tem 280 unidades no Distrito Federal e em 11 Estados, e estima fechar o ano com faturamento de R$ 910 milhões, o que representa uma alta de 12%.
Fonte: Valor Econômico – 21.02.2019.
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