Gestão

Fleury analisa novos modelos de remuneração, sem assumir muito risco

Por Roberta Massa B. Pereira | 06.03.2019 | Sem comentários

O Fleury está analisando novos modelos de remuneração com as operadoras de planos de saúde, mas seu objetivo não é assumir muitos riscos, segundo Carlos Marinelli, presidente da companhia de medicina diagnóstica.

As operadoras estão trabalhando com vários modelos de remuneração, podendo ser preço fechado por procedimento médico ou com remuneração variável de acordo com a performance, com os grandes hospitais, clínicas e laboratórios de medicina diagnóstica visando reduzir os custos dos convênios médicos.

“Estamos discutindo, mas não somos uma empresa de risco como as operadoras que têm essa experiência.

Vamos correr risco, mas dentro de um risco esperado”, disse Marinelli, durante teleconferência para analistas e investidores.

O executivo pontuou ainda que dentro dessas negociações com as operadoras estão questões sobre atenção médica primária.

O Fleury adquiriu em janeiro a SantéCorp, uma consultoria de gestão de atendimento médico primário que presta serviços para empresas.

Ainda dentro da diversificação de negócios do Fleury, a companhia inaugurou, na semana passada, seu primeiro centro de infusão dentro de uma unidade do Fleury, em São Paulo.

Segundo o presidente do Fleury, após uma queda de 7,5% no volume de usuários, entre 2017 e 2018, o mercado premium (alta renda) de planos de saúde se estabilizou.

No entanto, a receita bruta do quarto trimestre dos laboratórios da bandeira Fleury ainda apura uma redução de 0,8%.

No acumulado do ano, a receita registra uma alta de 2,7%.

Para Marinelli, os esforços da companhia, neste cenário de crise econômica, têm sido nas marcas intermediárias como a+ e Lab’s.

No último trimestre, a receita bruta desses laboratórios teve crescimento orgânico de 19% e no acumulado do ano, de 18,7%.

Além disso, o Fleury aplicou um reajuste nos preços dos exames médicos entre 50% e 70% do IPCA, no ano passado.

A companhia vem compensando o fato de não ter conseguido repor toda a inflação com uma maior oferta de exames que tem tíquete médio maior em seus laboratórios.

Algumas unidades, como as adquiridas, não ofertam todos os tipos de exames de imagem, que têm um preço superior.

Marinelli diz que a queda de 5% no volume de exames por pedido médico, em 2018, é devido ao desempenho das unidades do Rio de Janeiro e não foi percebida de forma generalizada no grupo.

Às 14h02, as ações do Fleury registravam queda de 1,89%, cotadas a R$ 20,23. 

Ontem à noite, a companhia apurou uma queda de 10% no seu lucro líquido para R$ 58,2 milhões, no quarto trimestre.

O mercado esperava, no entanto, que a última linha do balanço trouxesse um número na casa dos R$ 71 milhões.

Fonte: Valor Econômico – 06.03.2019.

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