Saúde

Secretaria recomenda vacina de febre amarela 10 dias antes de viagem ao litoral

Por Roberta Massa B. Pereira | 07.11.2018 | Sem comentários

Pasta faz alerta sobre necessidade de imunização contra a febre amarela para quem planeja viajar ao litoral paulista, onde o vírus circula.

Quem ainda não se vacinou contra a febre amarela e pretende viajar para o litoral paulista nos feriados do fim do ano precisa tomar a vacina até dez dias antes de pegar a estrada.

O alerta, feito nesta terça-feira, 6, pela Secretaria da Saúde do Estado, leva em conta a circulação do vírus numa faixa extensa do litoral, de Ubatuba, no extremo norte, até Cananeia, no extremo sul, incluindo o Vale do Ribeira.

“Tivemos o óbito recente de uma pessoa que se contaminou em Caraguatatuba e, nos últimos 40 dias, vários casos de macacos achados mortos.

É uma região cercada de matas e o vírus está circulando nelas”, disse a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CEV) do Estado, Regiane de Paula.

No período que vai dos feriados deste mês até o carnaval, no início de março de 2019, o litoral paulista deve receber cerca de 10 milhões de visitantes, segundo a Secretaria de Turismo do Estado.

“Quem pretende ir para essa região deve avaliar sua situação vacinal e tomar a vacina, se não tomou. Isso vale também para os moradores da região.

As prefeituras têm intensificado a vacinação, mas há municípios com baixa cobertura.”

Ela disse que, enquanto no litoral norte a cobertura é superior a 85%, na Baixada Santista está em 55%.

“É inacreditável que as pessoas resistam a se vacinar, mesmo sabendo do risco”, afirmou Regiane.

Na segunda-feira, o Instituto Adolfo Lutz confirmou um óbito por febre amarela na região.

A vítima, um homem de 26 anos que tinha se recusado a tomar a vacina, se infectou numa área rural onde trabalhava, em Caraguatatuba.

Conforme a diretora da Vigilância, o período atual é pré-sazonal, já que a sazonalidade da doença vai de dezembro a maio, mas os casos já estão surgindo.

O que reforça a necessidade de que as pessoas procurem os postos de vacinação.

“Todos os municípios do Estado foram abastecidos com vacina, mas nesse momento a prioridade é para quem vai viajar para as áreas com casos já registrados ou de risco, por terem matas.”

O publicitário Daniel Guedes, de Sorocaba, já fez a lição de casa.

Com viagem marcada para Ilhabela, no litoral norte, a família foi imunizada. “Estivemos recentemente em Corumbá (MS) e na Bolívia e, naquela ocasião, já garantimos a vacina”, disse.

O administrador de empresas Vinícius Shimao viaja com frequência a Santos, onde sua namorada, Débora Martins, cursa a universidade.

“Tomamos a vacina no início do ano durante uma campanha.”

Proteção

A prefeitura de Santos contestou, em parte, os dados da Secretaria que indicam baixa cobertura na região.

A Secretaria leva em conta as campanhas recentes na região, mas em Santos, tivemos campanhas anteriores muito abrangentes.

A pessoa que recebeu a dose inteira da vacina há cinco anos, está imunizada e não é contada.

Pela nossa análise, temos cerca de 90% da população vacinada”, disse o secretário de Saúde, Fabio Ferraz. Ele teme que os alertas afetem o turismo.

A prefeitura de Caraguatatuba informou que, mesmo após ter vacinado mais de 95% da população, a vacinação continua de casa em casa nas áreas mais afastadas.

Parques

A diretora do CEV conta que, a partir de agora, aumenta o fluxo de visitantes para áreas de parques, com cachoeiras e cavernas, localizadas principalmente no Vale do Ribeira.

A região concentra os principais maciços de Mata Atlântica do Estado e o vírus já circula por lá.

“Tivemos casos positivos em moradores de algumas cidades e de macacos infectados em Juquiá e Pedro de Toledo.”

Fonte: Estadão – 07.11.2018.

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