Saúde

Nova terapia contra câncer é mais eficaz que quimioterapia

Por Roberta Massa B. Pereira | 11.10.2016 | Sem comentários

Cientistas desenvolveram um novo tratamento que promete aumentar o tempo de vida de pacientes com tipos agressivos de câncer.

O estudo revelou que os voluntários que receberam a droga imunoterápica Nivolumab viveram;

Em média, dois meses a mais do que aqueles que receberam quimioterapia tradicional.

A pesquisa, que foi publicada no New England Journal of Medicine, teve a participação de 361 pacientes com câncer de cabeça e pescoço.

Todos eles já haviam passado pelo tratamento quimioterápico e não mostraram melhora.

De acordo com o estudo, 600 mil casos da doença são diagnosticados todo ano no mundo, sendo que os pacientes nessa condição vivem cerca de seis meses.

Dos 361 voluntários, 240 foram tratados com Nivolumab e 121 receberam tratamentos com um de três tipos diferentes de quimioterapia durante quase dois meses.

De todos os participantes que receberam a droga imunoterápica ao longo de um ano, 133 morreram (55,4%).

Enquanto 85 pessoas (70,2%) das que fizeram quimioterapia faleceram.

A pesquisa também revelou que, em média, a taxa de sobrevivência dos pacientes que tomaram o Nivolumab foi de 7,5 meses.

Enquanto a mesma taxa das pessoas que fizeram o tratamento quimioterápico foi de 5,1 meses.

Além de aumentar o tempo de vida dos pacientes, o Nivolumab também melhorou a qualidade de vida deles.

Os pesquisadores notaram que apenas 13% dos pacientes que fizeram o novo tratamento tiveram efeitos colaterais.

Em comparação com 35% dos voluntários que passaram pela quimioterapia.

Kevin Harrington, um dos autores do estudo, disse em um comunicado que os resultados indicam que a os médicos agora tem um novo tratamento.

Que pode prolongar significativamente a vida dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço.

“Eu estou ansioso para vê-lo (o tratamento) nas clínicas.”

O Nivolumab faz parte de um grupo de medicamentos chamado de inibidores de checkpoint.

Eles bloqueiam a ligação entre receptores nas células imunológicas e suas proteínas irmãs – essa inativa as células de defesa do corpo.

Esse bloqueio faz com que as células imunológicas identifiquem as células cancerosas e as destruam.

Essa não é a primeira vez que cientistas fazem pesquisas com o Nivolumab para o tratamento de câncer.

Um estudo, publicado no New England Journal of Medicine, mostrou que pessoas com câncer de pulmão que receberam o medicamento viveram, em média, 3,2 meses a mais.

O Nivolumab ainda terá que passar por aprovação antes de ser disponibilizado para pacientes.

Fonte: EXAME-11.10.2016.

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