Saúde

Governo oferecerá vacina contra HPV para meninos

Por Roberta Massa B. Pereira | 13.10.2016 | Sem comentários

Objetivo é proteger contra cânceres de pênis, garganta e ânus; ministério também disponibilizar imunizante contra meningite C para adolescentes.

O Brasil vai passar a ofertar a vacina contra HPV para meninos entre 12 e 13 anos.

A inclusão, anunciada pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira, 11, passa a valer a partir de janeiro.

O objetivo é imunizar toda a população masculina entre 9 e 13 anos. A ampliação da faixa etária será feita de forma gradativa.

Em 2018, será de 11 a 12 anos. Em 2019, de 10 a 11 anos, e em 2020, para 9 e 10 anos.

“A vacinação de meninos é importante para reduzir a circulação do HPV.

Uma medida eficaz para reduzir os casos de câncer ligados ao vírus”, disse Carla Dominguez, do programa de imunização do ministério.

Entre mulheres, o HPV está associado ao maior risco para desenvolvimento de câncer de colo de útero, de vulva, vaginal e verrugas genitais.

No público masculino, o objetivo da vacina é proteger contra os cânceres de pênis, garganta e ânus.

As alterações atingem também portadores de HIV. Passarão a ser vacinados meninos e homens entre 9 e 26 anos.

Esse grupo deverá tomar três doses da vacina, com intervalo de 2 a 6 meses após a primeira dose.

Para isso, no entanto, os portadores terão de apresentar a prescrição do médico.

Além da vacina contra HPV, o Ministério da Saúde vai modificar o esquema da vacina meningite C e passar a ofertá-la para adolescentes.

Assim como um imunizante contra HPV, a ampliação será feita de forma gradual. Em 2017, ele começa com 12 a 13 anos.

Em 2020, estarão contemplados todos meninos e meninas entre 9 e 13 anos. Foram registrados ano passado 15 mil casos de meningite. Desse total, 30% de meningite C.

As duas medidas fazem parte da estratégia do governo de ampliar a vacinação entre adolescentes brasileiros.

Embora considerada importante, a tarefa esbarra na resistência desse grupo da população em procurar serviços de saúde.

A vacina de HPV, por exemplo, está disponível desde 2014 no SUS para meninas.

O imunizante, que protege contra quatro subtipos de HPV (6, 11, 16 e 18) é oferecido para população feminina de  9 a 13 anos.

Pelas estimativa do ministério, no entanto, pelo menos 500 mil meninas de 14 anos não fizeram o esquema completo de vacinação, de duas doses.

A cobertura vacinal do grupo está em 75%, abaixo da meta, que é de 80%.

Para tentar atingir o objetivo, o Ministério da Saúde vai ampliar no próximo ano a vacinação também para adolescentes de 14 anos.

Carla afirmou que uma campanha de esclarecimento será feita, anunciando a mudança do esquema vacinal.

O Ministério da Saúde também vai incentivar a adesão de escolas, para que campanhas de vacinação sejam feitas nos estabelecimentos.

A estratégia é considerada como um recurso eficiente para reduzir a resistência de adolescentes.

Para o reforço da vacinação de meningite C, foram adquiridas 15 milhões de doses.

Atualmente, a vacina é dada em três doses: aos três, cinco e doze meses, com uma média de cobertura considerada muito boa, de 95%.

No entanto, os dados mostram que o poder de proteção do imunizante vai se perdendo ao longo dos anos.

Por isso, surgiu a ideia de ofertar mais uma dose. O objetivo é vacinar 80% do público alvo, equivalente a 7,2 milhões de adolescentes.

Fonte: Estadão-13.10.2016.

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