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A importância da Oratória na área da saúde

Por Roberta Massa B. Pereira | 19.01.2017 | Sem comentários

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Até os médicos precisam saber qual tom de voz utilizar ao atender seus pacientes. A oratória é importantíssima nesses casos.

O atendimento na área da Saúde é uma reclamação recorrente na maior parte do Brasil.

Isso reverbera em vários lugares do mundo e a pergunta é: os médicos estão preparados para realizar bons atendimentos?

E se eles forem de outras nacionalidades e a Língua ainda atrapalhar na compreensão?

Que os médicos têm embasamento teórico e habilidades técnicas não temos dúvidas, até mesmo pela razão de estudarem muito, em horário integral, e ainda terem a necessidade de fazer “residência” para que possam atuar.

O problema não está na maneira de atender os pacientes, e sim na forma como se comportam durante o atendimento.

A comunicação eficaz é fundamental para a compreensão do paciente, logo, será responsável pela utilização correta dos medicamentos e pela disciplina no tratamento.

A credibilidade do médico é fundamental também.

Todos os aspectos citados passam pela comunicação, sendo ela verbal ou não verbal, e o que incomoda ou dificulta o entendimento deve ser observado e evitado.

Analisando as reclamações dos pacientes (atendidos por médicos nacionais ou internacionais), poucas vezes ouço pessoas reclamando da falta de domínio do conteúdo dos médicos. Dificilmente encontramos alguém que questione a capacidade do médico, até porque a pessoa não domina mais do que aquele que estudou para exercer a profissão.

Logo, a maior parte das reclamações está na falta de clareza, na explicação mal dada, na forma de se relacionar com o paciente e outros fatores nessa linha.

Resumindo: problemas de comunicação.

Importante cumprimentar o paciente com simpatia quando ele adentra o consultório.

Além de um bom recurso para aproximá-lo de você, isso fará com que ele fique mais à vontade para explicar o que sente, fazendo com que o médico trace o diagnóstico com mais qualidade.

Outro ponto muito relevante é falar em linguagem simples.

Evite siglas e nomes complexos que a pessoa possa não entender.

Quando o médico é estrangeiro fica ainda mais difícil ter essa sensibilidade, principalmente quando não domina a Língua Portuguesa com clareza.

Para evitar ruídos na comunicação, o médico deve pedir, ao final, que o paciente fale o que entendeu do que ele disse, que repita o que é para ser feito.

Finalizando, é muito importante olhar nos olhos do enfermo. Isso trará mais credibilidade e aumentará a confiança dele no profissional.

Muitas vezes, pela vida corrida e pelo grande movimento nos hospitais, os médicos acabam se concentrando no conteúdo e não observam seus pacientes.

Vale lembrar que o contato visual, além de trazer uma conexão entre as partes, mostra que você está interessado de forma genuína ao que as pessoas dizem.

Capriche na comunicação e seu conteúdo será percebido de uma forma ainda melhor. Ganha você, ganha o paciente e ganha todo o Sistema de Saúde.

Guilherme Miziara é especialista em Comunicação e Oratória. É mestre em Sistemas de Gestão pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e especialista em Comunicação.

Atua como palestrante e professor de Oratória, Sustentação Oral, Negociação, Gerenciamento de Conflitos, Técnicas de Negociação, Apresentações Corporativas e Técnicas de Comunicação para Professores. Faz parte do corpo docente de instituições como IBMEC, Fundação Getúlio Vargas (FGV), Coppead/UFRJ e Fundação Dom Cabral.

Fonte: Pacto Comunicação Estratégica-19.01.2017.

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