Inovação

Mini ressonância magnética para recém nascidos é instalado em hospital no Reino Unido

Por Roberta Massa B. Pereira | 01.02.2017 | Sem comentários

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Depois de um desenvolvimento de 12 anos, um scanner FMI em miniatura para recém nascidos foi instalado em um hospital maternidade no Reino Unido.

O novo scanner, um de apenas dois no mundo, é parte de um projeto de dois anos que testa a viabilidade e eficácia desses pequenos dispositivos, que seriam usados para testar anormalidades no cérebro e outras complicações de nascimento em recém nascidos, especialmente em prematuros.

Seu tamanho compacto assegura o mínimo de movimento em recém nascidos (aumentando a precisão dos escaneamentos), enquanto drasticamente reduz o risco de ferimentos.

Ele dá informação mais clínica do que ultrassons de mão, permitindo diagnósticos mais precisos.

O mini scanner foi instalado recentemente no Royal Hallamshire Hospital no Reino Unido na ala Jessop, e é parte de um projeto colaborativo entre a Universidade de Sheffield, GE Healthcare (que construiu o dispositivo), Sheffield Teaching Hospital NHS Foundation Trust, e o Wellcome Trust.

Pelo scanner em miniatura ser menor do que um dispositivo de ressonância magnética convencional, ele pode ser instalado dentro ou ao lado de uma unidade neonatal.

Recém nascidos podem ser escaneados sem ter que serem levados para outra parte do hospital.

Exames podem então ser feitos mais rapidamente, e os riscos e complicações associados a mover um bebê vulnerável diminuem drasticamente.

“Bebês, especialmente aqueles com problemas cerebrais, são instáveis, eles podem parar de respirar e sua pressão sanguínea pode alterar de forma imprevisível”, disse Paul Griffiths do Departamento de Infecção, Imunidade e Doenças Cardiovasculares da Universidade de Sheffield em uma declaração.

“Se isso ocorre é útil ter uma equipe neonatal que está acostumada com a situação nas proximidades, o que aumenta a segurança”.

Griffiths disse que o novo aparelho mostra o cérebro inteiro e a anatomia em volta, fazendo as imagens serem mais simples de explicar para os pais.

Uma grande vantagem de um ponto de vista diagnóstico é que o dispositivo pode mostrar um espectro mair de anomalias cerebrais, particularmente aquelas resultantes de falta de oxigenação e fornecimento de sangue.

O revolucionário scanner já foi colocado para bom uso, com 40 bebês escaneados no dispositivo até agora.

Toby Thoms, que nasceu seis semanas prematuro através de uma cesariana, recentemente passou uma semana em tratamento neonatal com sua mãe, Susie.

“Não ter que sair do departamento foi uma enorme vantagem, porque ter que transferir para outro lugar em uma hora já complicada, seria muito estressante para Toby, eu e o time envolvido”, disse a Sra. Thoms. “Você consegue tanta informação das imagens da ressonância, com um detalhamento incrível”.

Ela disse que Toby lidou muito bem com o scan, e que o cuidado que ele recebeu foi “absolutamente incrível” pela Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal e Unidade de Tratamento de Bebês Especiais.

“Eu não hesitei em fazer parte e eu acho que fazer essa pesquisa, e possivelmente beneficiar outros pais e bebês no futuro, é muito importante”, ela disse.

“Toby agora já está em casa, seu tubo de alimentação foi removido recentemente e ele está indo muito bem”.

Seguindo os testes iniciais, espera-se que mini-scanners similares sejam instalados em outros lugares e usados em exames de rotina.

Fonte: The University of Sheffield – 01.02.2017.

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