Saúde

HC de Botucatu é incluído no Plano de Expansão da Radioterapia

Por Roberta Massa B. Pereira | 06.02.2018 | Sem comentários

Unidade ganhará acelerador linear para ampliar tratamento de radioterapia. Novo equipamento deve atender cerca de mil pacientes por ano

O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, em São Paulo (SP), foi incluído no Plano de Expansão da Radioterapia do Ministério da Saúde.

A unidade será contemplada com um acelerador linear mais moderno, substituindo o equipamento que a unidade possui.

A escolha para a inclusão veio após análise que constatou déficit de radioterapia na região.

Com isso, o hospital receberá investimento federal de R$ 1,9 milhão para implantação.

O novo equipamento irá garantir o atendimento de mil pacientes por ano.

Atualmente, a unidade já oferta outros cuidados no tratamento contra o câncer como, cirurgias oncológicas e sessões de quimioterapia.

Desde que assumiu a gestão do Ministério da Saúde, o ministro Ricardo Barros, já entregou 13 aceleradores lineares.

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Do total, cinco deles pelo Plano de Expansão da Radioterapia, nas cidades de Campina Grande (PB), Maceió (AL), Feira de Santana (BA), Brasília (DF) e Curitiba (PR).

Outros 8 foram entregues por meio de convênios em Salvador (BA), Ipatinga (MG), Campos dos Goytacazes (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Ijuí (RS), Passos (MG), Cascavel (PR) e Jaú (SP).

Ainda neste ano, estão programadas as entregas de outros equipamentos de radioterapia. Ao todo serão entregues pelo Ministério da Saúde 140 aceleradores lineares em todo país.

Cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 100 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras.

Os outros 40 aceleradores serão adquiridos com recursos de convênios.

Para o ministro da Saúde, Ricardo Barros, essa medida vai ampliar o acesso da população a procedimentos oncológicos no SUS.

“Estamos avançando o mais rápido possível na oferta dos serviços de radioterapia no país.

Temos priorizado novas instalações com o objetivo de ter mais serviços e serviços mais próximos do cidadão”, afirmou o ministro.

Os projetos que já estão em execução estão dentro das atividades previstas do Plano de Expansão da Radioterapia.

Visto que os aceleradores lineares são equipamentos de altíssima complexidade tecnológica e não podem ser instalados sem os devidos cuidados com a proteção radiológica.

As instalações exigem espaço físico com características peculiares e distintas das construções tradicionais de estabelecimentos e unidades de saúde.

Uma vez que envolve, por exemplo, sistemas de climatização específicos, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes.

Atualmente, o Brasil possui 243 aparelhos para tratamento de radioterapia na rede pública em funcionamento.

Até 2019, considerando a inclusão de novos aparelhos, substituições e habilitações, o país passará a ter 331 aceleradores lineares disponíveis para atendimento à população.

ASSISTÊNCIA – Nos últimos anos, observou-se uma crescente oferta da radioterapia no país.

Em 2010, foram realizados 8,3 milhões procedimentos de radioterapia.

Em 2016, foram 10,45 milhões, um aumento de 25,9%.

Vale ressaltar que essa ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares, por meio de convênios.

Consequentemente, a pasta ampliou, em seis anos, 46% os recursos para tratamentos oncológicos (cirurgias, radioterapias e quimioterapias), passando de R$ 2,27 bilhões, em 2010, para R$ 3,33 bilhões, em 2016.

Em 2017, foram registrados em São Paulo 3.177.302 procedimentos oncológicos, sendo 25.583 cirurgias oncológicas, 676.159 mamografias, 298.835 quimioterapias, entre outros procedimentos.

Fonte: SEGS-06.02.2018.

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