Saúde

Mulheres relatam experiências do tratamento de câncer em Encontro de Vidas

Por Roberta Massa B. Pereira | 29.03.2018 | Sem comentários

“Assim que recebi o diagnóstico de câncer eu quis estar só. E assim também foi a minha vontade na minha primeira consulta.

Nem familiares ou amigos deixei que entrassem comigo no consultório.

Era meu aquele câncer e eu precisaria enfrentá-lo primeiro, antes que todos soubessem eu tinha muito a esclarecer com o médico”.

Relatou Débora Monteiro (esq foto), fisioterapeuta e assistente social que diagnosticou um câncer de mama em 2013.

E seguiu com persistência o tratamento cirúrgico de radioterapia e quimioterapia.

Foi com essa determinação que durante mais um “Encontro de Vidas” promovido pela equipe multidisciplinar do IBCC.

Ela dividiu sua experiência e somou forças com a presença de profissionais e médicos que puderam acompanha-la em seu tratamento nesses 5 anos.

“Onde estava essa mulher que teve que descobrir um câncer pra redescobrir-se?

Pra enxergar de fato o que vale a pena carregar, quem a gente quer ser? o que queremos ter?

Quem são as pessoas que realmente importam?

O câncer foi a maior faculdade que tive e assim espero poder servir de exemplo às mulheres que irão passar ou passam por esse diagnóstico”, enfatizou.

Vários profissionais prestigiaram o emocionante Encontro de Vidas do IBCC.

Um deles foi o Dr. Andrade, mastologista que acompanhou Débora Monteiro, que também marcou presença nesse dia tão especial.

Outra inspiração nesse Encontro de Vidas temático em menção ao mês da mulher foi Kátia Cristina (centro foto).

A dentista, que foi entrevistada em matéria especial do dia da mulher na Revista Isto é, que abordou a mulher como a principal força de transformação do mundo atual.

Conta que quando descobriu que estava com o mesmo câncer de mama, chorou em apenas um momento: quando foi contar o diagnóstico pra mãe e pra filha.

“Na verdade, o choro aconteceu muito mais pela reação delas em me ver nessa situação.

E ainda assim eu as consolei e disse que era pra ficarem calmas, que aquilo tudo iria passar”, relata Kátia, que sempre esteve otimista e procurou aproveitar tudo o que o Hospital poderia lhe oferecer além das sessões ou consultas.

“Na verdade, assim como a Débora eu nunca gostei de usar a palavra doença e no IBCC participei de grupos, oficinas e fiz amizades.

O IBCC é um lar que nos recebe e nos acolhe”, finaliza.

A psicóloga Marilda Vasques do IBCC pôde acompanhar a trajetória tanto de Débora Monteiro quanto de Kátia Cristina nas consultas que faziam parte do tratamento e acompanhou de perto a superação dessas mulheres.

Fonte: Assessoria de Comunicação IBCC-29.03.2018.

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