Saúde

Entidades se unem por mudanças na incorporação da quimioterapia oral nos planos de saúde

Por Roberta Massa B. Pereira | 20.06.2018 | Sem comentários

A quimioterapia oral (terapia antineoplásica oral) é um tratamento contra o câncer que tem a mesma eficácia da terapia endovenosa.

A cobertura deste tratamento pelos planos de saúde é obrigatória por lei.

Mas a incorporação de novos medicamentos não é realizada de forma automática.

O paciente só tem acesso ao medicamento que está no Rol de Procedimentos.

E Eventos em Saúde estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), atualizado somente de dois em dois anos.

Para lutar pela mudança nesta regra, entidades da sociedade civil e de profissionais de saúde se uniram na campanha #simparaquimiooral.

O objetivo é “garantir que todas os tratamentos antineoplásicos disponíveis no Brasil.

Orais ou intravenosos, sejam automaticamente disponibilizados aos usuários de planos de saúde”.

O grupo lançou uma mobilização nas redes sociais pela assinatura de um manifesto, que será encaminhado às autoridades do setor.

“Hoje em dia um grande número de medicamentos anticâncer são administrados por via oral.

A demora da incorporação nos planos de saúde prejudica o tratamento do paciente.

Porque se ele necessita de um medicamento oral que não está no rol ele precisará processar as seguradoras para ter acesso”.

Enfatiza o oncologista Antonio Carlos Buzaid, um dos fundadores do Instituto Vencer o Câncer.

No Brasil, 42,5 milhões de pessoas têm planos de saúde e o rol que está em vigor possui 3.329 procedimentos.

O uso da quimioterapia oral proporciona mais conforto ao paciente que já enfrenta um difícil tratamento contra o câncer.

O medicamento é tomado em casa de acordo com as orientações do médico sobre dosagem e armazenamento.

E isso evita que o paciente tenha que ir tantas vezes ao hospital onde faz o tratamento.de Sinais

Fonte: Segs – 20/06/2018.

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