Empreendedorismo

No Hospital Albert Einstein, três projetos de inovação podem virar startups

Por Roberta Massa B. Pereira | 02.08.2018 | Sem comentários

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O Hospital Albert Einstein estuda transformar três projetos criados dentro de seu laboratório de inovação em startups independentes.

São eles: o aplicativo Escala, a plataforma de sequenciamento de genoma VarStation e um projeto ligado à área de radiologia, ainda sem nome definido.

Os dois primeiros já estão sendo comercializados.

projeto mais avançado no momento é o Escala, um aplicativo de gerenciamento de plantão criado a partir de uma demanda interna dos médicos e enfermeiros do Einstein.

O aplicativo já foi adquirido por 120 hospitais; empresas de outras áreas, como a TV Globo, também estão usando a ferramenta”, disse Sidney Klajner, presidente do Hospital Albert Einstein.

O executivo conta que, anteriormente, as escalas eram feitas de modo manual e o acesso a todos profissionais era complexo.

Agora, os profissionais colocam suas demandas de troca de plantão na ferramenta, que é acessada por toda a equipe.

O aplicativo também faz o gerenciamento dos pagamentos dos plantões.

Quando um médico substitui outro profissional, o app já registra o pagamento para o plantonista.

O VarStation, uma plataforma que faz análise de sequenciamento de genoma, já é utilizada por dez clientes.

Como laboratórios, universidades e empresas de saúde – no Brasil e no Chile.

Lean Six Sigma

“O mais complicado de um sequenciamento é a análise dos dados.

O VarStation faz esse relatório”, diz Claudio Terra, diretor do eretz.bio, aceleradora de startups do Hospital Albert Einstein.

O terceiro projeto criado pela equipe do laboratório de inovação é uma tecnologia na área de radiologia.

Mas essa iniciativa ainda não está no mercado e os detalhes não foram revelados.

Além do laboratório de inovação, conduzido por uma equipe interna do hospital.

O Einstein investe cerca de R$ 15 milhões em 25 startups da área da saúde.

Algumas delas já estão em estágio avançado, como a hoo-box.

A empresa usa inteligência artificial para controlar cadeiras de rodas por meio de movimentos faciais.

. A companhia também tem apoio da Johnson & Johnson.

Uma parte da equipe da hoo-box fica na aceleradora J&J, nos Estados Unidos.

O Hospital Albert Einstein recebe uma fatia da receita das startups que já estão em uma fase mais avançada.

Diante da crescente demanda de empresas nascentes, o Einstein planeja dobrar o tamanho da sede da aceleradora e colocá-la junto ao hospital no Morumbi, em São Paulo.

Hoje, a eretz.bio fica alocada no residencial de idosos do Einstein, em um endereço distinto ao do hospital.

“Queremos que os empreendedores das startups fiquem dentro do hospital, acompanhem de perto as nossas demandas.

E tenham acesso a uma base de dados real para testar seus projetos. Isso faz toda a diferença”, disse o presidente do Albert Einstein.

Se for necessário, o investimento na aceleradora pode aumentar, afirmou.

Fonte: Valor Econômico – 02.08.2018.

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