Empreendedorismo

Clínicas populares se espalham após brasileiros perderem plano de saúde

Por Roberta Massa B. Pereira | 27.08.2018 | Sem comentários

De junho de 2017 a junho de 2018 foram feitos 67 mil novos contratos de planos ambulatoriais no Brasil.

Conselho Federal de Medicina diz regulamentou o funcionamento das clínicas em 2018.

Nos últimos anos, milhões de brasileiros deixaram de ter plano de saúde principalmente por causa do desemprego.

E isso provocou um aumento de clínicas populares e de planos mais simples.

A Simone perdeu o plano de saúde quando saiu da empresa onde trabalhava.

Decidiu contratar um plano ambulatorial, mais barato para ela e a família.

“Estou fazendo meus exames. Está correto, estou tendo uma resposta boa”, diz Simone Santana, corretora de imóveis.

Ela entrou para uma lista que tem quase 2 milhões de pessoas e está crescendo.

De junho de 2017 a junho de 2018 foram feitos 67 mil novos contratos de planos ambulatoriais no Brasil.

Eles devem seguir as mesmas regras que a Agência Nacional de Saúde impõe aos planos tradicionais.

Dão direito a consultas, exames, tratamentos e procedimentos ambulatoriais, mas não cobrem internações.

É o que preocupa a dona Constança Cunha, que contratou o plano ambulatorial quando se aposentou:

“Foi o que se encaixou mais dentro do meu quadro financeiro, foi esse plano que hoje eu tenho.

Me cuido, uso muito o plano para que eu não tenha a surpresa de necessitar de internamento”, disse a aposentada.

Outro caminho que tem sido percorrido pelo brasileiro que precisa de assistência médica, não quer depender do SUS e tem algum dinheiro no bolso, é o das clínicas populares.

O principal atrativo delas é o preço mais em conta. Normalmente, quando isso acontece, tem sempre movimento.

Nos últimos anos, essas clínicas se espalharam pelo Brasil. Não há uma estimativa de quantas existam.

Elas oferecem consultas, exames e pequenos procedimentos.

“Com os egressos dos planos de saúde, as pessoas que recentemente perderam os seus planos com o elevado índice de desemprego.

A população com classe B vem se juntando com C, D e E na busca por atendimento de saúde de uma forma ampla”, explica Alexandre Souza, administrador da clínica popular.

Compartilhe!