Gestão

Clínico-geral vai à polícia por ficar sozinho em plantão

Por Roberta Massa B. Pereira | 30.06.2016 | Sem comentários

Um clínico-geral registrou um boletim de ocorrência no dia 10 de junho porque teve de trabalhar sozinho no Pronto-Socorro Municipal Dr. Lauro Ribas, em Santana (zona norte), da gestão Fernando Haddad (PT).

O especialista afirma que foi o único da escala a se apresentar às 19h daquela sexta-feira para um plantão de 24 horas para o atendimento clínico e de cirurgia, sem considerar a pediatria e a ortopedia.

Um de seus colegas estava de férias e o outro, afastado por motivo de doença, diz depoimento dele ao 13º DP (Casa Verde).

No boletim de ocorrência, de preservação de direitos, ele disse que “a falta dos profissionais poderá comprometer a eficiência do atendimento médico”.

Resposta

A Secretaria Municipal da Saúde, da gestão Fernando Haddad (PT), e o Iabas negaram que o clínico-geral estivesse sozinho no plantão do dia 10 de junho.

Afirmaram que entre as 19h do dia 10 e as 7h do dia seguinte havia seis médicos na unidade, sendo dois clínicos, um cirurgião, dois pediatras e um ortopedista.

A reportagem pediu os nomes e os telefones desses médicos, mas a secretaria não forneceu.

A prefeitura e o Iabas disseram ainda que 215 pacientes foram atendidos em 10 de junho e 110 no dia seguinte, mas não informou o número de atendimentos entre as 19h do dia 10 e as 7h do dia 11, quando o clínico-geral diz ter ficado sozinho.

Também afirmaram que “não reconhecem” a relação de materiais e medicamentos em falta, incluindo a espátula.

Sobre o abastecimento irregular de água, a Sabesp disse que os fatores que estão prejudicando o fornecimento são internos e de responsabilidade do hospital.

O Iabas disse que já providenciou a substituição da boia utilizada no reservatório inferior, conforme pedido pela Sabesp.

Fonte: Agora São Paulo-30.06.2016.

Ebook Planejamento Estratégico na Área da Saúde, baixe agora por apenas R$9,90.

Compartilhe!