Saúde

Equipe de médicos do HU, FMJ e HSVP se unem para fazer parto raro

Por Redação GeHosp | 14.06.2019 | Sem comentários

placenta acreta(ouacretismo placentário) é uma condição em que a formação da placenta ultrapassa os limites esperados dentro do útero, fixando-se profundamente na parede uterina. Nos casos mais graves chega a outros órgãos adjacentes, como bexiga e intestinos, trazendo riscos para a saúde da mamãe e do bebê. Essa situação é rara e vem aumentando progressivamente pelo fato do número elevado de partos cesáreas.

Nem sempre é fácil perceber a ocorrência da placenta acreta antes do parto, especialmente por ser uma condição que geralmente não apresenta sintomas. O diagnóstico só é possível por meio de exames de imagem, como ultrassonografia e complementado com a ressonância magnética, quando o médico suspeita do problema. Por isso, é imprescindível que as gestantes tenham acesso aos exames de pré-natal e ultrassom básicos, para que a condição possa ser identificada o quanto antes.

Daiane da Silva Marques, 26 anos, passou por essa experiência. Gestante pela quarta vez, sendo duas cesáreas e uma curetagem por abortamento, ela internou no dia 27 de março com 27 semanas de gestação. Após exames durante seu pré-natal, foi diagnosticada a placenta prévia centro com total acretismo no local chamado segmento inferior próximo da cicatriz das duas cesáreas. Esta situação obrigou a paciente a ficar internada por apresentar riscos de sangramento a qualquer momento.

Após o ultrassom e ressonância magnética serem feitos, constatou que evoluiu para incretismo. Situação que obriga a interrupção da gestação antes dos 9 meses ou 40 semanas.

Daiane foi submetida ao procedimento com 34 semanas, e o parto cesárea seguida de HTA foi indicado pela equipe de ginecologistas e obstetras, Dr. Nelson Maia, Dr. Juan Carlos Menacho Melgar e Dr. Gilberto Lazaroni, que fizeram o acompanhamento durante a internação.

De acordo com o Dr Juan, a cesárea teve que ser seguida da histerectomia (retirada do útero) junto com a placenta a qual não pode tentar separar do útero pelo alto risco de hemorragia. “Este tipo de parto necessitou da participação de vários especialistas; foram três obstetras, dois anestesistas, três cirurgiões vasculares e dois neonatologistas”, ressaltou.

Dr Juan seguiu explicando que a participação dos vasculares foi necessária para que realizassem a passagem de cateteres com balão pelas artérias femurais e chegassem até as artérias uterinas para que o processo de cesárea histerectomia fosse realizado com menos riscos de hemorragia, o que poderia acontecer pela placenta prévia que tem uma vascularização acentuada na parede anterior do útero e muito próximo à bexiga.

O parto ocorreu no Hospital São Vicente com uma equipe de ginecologistas e obstetras do Hospital Universitário e Faculdade de Medicina de Jundiaí, neonatologia do HU, vascular e anestesistas do HCSVP. Mãe e recém-nascido passam muito bem.

Fonte: Assessoria de imprensa – 14.06.2019


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